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Demandei ontem a duas IAs, DeepSeek e ChatGPT, que me produzissem uma narrativa literária bastante específica. Para ambas, apresentei o mesmo prompt (comando), dando-lhes relativa liberdade na formulação do texto. A ideia que tive foi bastante simples: mostrar o resultado de um prompt mais ou menos bem detalhado trancrito a duas ferramentas de inteligência artificial. No entanto, mesmo que primordialmente buscara apenas observar a diferença do resultado final obtido por estas duas IAs, resolvi aprofundar um pouco o debate discutindo a questão da CONSCIÊNCIA, assunto um tanto caro hoje em dia. Obviamente que não me aprofundarei em demasia ao tema, já que tal tarefa decorreria em muitos e muitos parágrafos, o que definitivamente não é o objetivo de tal artigo. Assim, após a exposição das produções de ambas as IAS, discutiremos essas questões. Passemos, portanto, ao pedido que fiz a ambas:
Gostaria que me produzisse uma narrativa literária completamente escrita em forma de diálogos. Esta narrativa deverá ter um título, possuir três personagens, ser fantástica (fantástica / absurda) e deverá conter um final surpreendente, inesperado e dúbio, de preferência com um belo excipit. Quanto ao tema da narrativa, fica a teu critério a escolha, assim como está completamente aberta a escolha das características das personagens e o espaço da narrativa. Só alerto que se for muito curto corres o risco de não conseguires causar estes efeitos, embora também o tamanho da narrativa fica por tua conta.
Advindo deste pedido (realizado a partir de uma máquina em que não utilizei nenhuma destas ferramentas e cuidando-me por me conectar a elas utilizando uma conta Google que não utilizo para nada), vejamos o que o me entregaram. Iniciarei colando o "produto" entregue pelo DeepSeek, seguindo pelo seu concorrente ChatGPT.
DeepSeek:
O Mercado Noturno das Coisas Inexistentes
CENÁRIO: Um mercado de rua que só existe após a uma da manhã, numa viela que durante o dia abriga apenas lixo e gatos magros. Barracas improvisadas com lonas e madeira velha. Em uma delas, iluminada por uma lanterna a querosene, um homem idoso com um casaco remendado arruma frascos de vidro vazios numa prateleira. Aproximam-se dois amigos, ARNALDO (40 anos, prático) e CLARA (35 anos, observadora).
ARNALDO: (Sussurrando) Eu te disse, Clara. É aqui. O lugar que o velho do depósito descreveu. O Mercado das Coisas que Não São.
CLARA: Parece só um amontoado de tralha velha e gente esquisita, Arnaldo. Aquele senhor ali vende sombras? Como se vende uma sombra?
VENDEDOR: (Sem se virar, enquanto polui um frasco) Não se vende a sombra, moça. Aluga-se. Por uma noite. Para quem quer saber como é ser seguido por um vazio mais escuro que o seu próprio.
ARNALDO: (Avançando) Nós procuramos algo específico. Disseram que o senhor… fornece.
VENDEDOR: (Finalmente se vira. Seus olhos parecem focar um ponto atrás deles) Especificidade é um conceito diurno. Aqui lidamos com o inespecífico. O improvável. O que poderia ter sido, mas não foi. O que é, mas não deveria.
CLARA: (Intrigada, apontando para os frascos) E esses frascos vazios?
VENDEDOR: Vazios? Oh, minha cara. Estes são os meus itens mais preciosos. Este aqui, por exemplo. (Pega um pequeno frasco âmbar) Contém o suspiro de desapontamento de um anjo ao ver que a humanidade preferiu o pão à poesia.
ARNALDO: (Cético) Parece vazio.
VENDEDOR: É claro que parece. Um suspiro de anjo não é matéria. É uma pausa na graça. Só se manifesta quando aberto num lugar completamente silencioso. Já este… (pega um frasco azul-turquesa) guarda o eco do primeiro gemido do mundo. É barulhento, mas só para os ouvidos da pele.
CLARA: (Fascinada) E o que o senhor tem que… possa nos ajudar? Meu amigo aqui… ele perdeu algo.
ARNALDO: (Ríspido) Não perdi, Clara. Foi tomado. Roubaram-me o nada.
VENDEDOR: Ah. (Pousa o frasco azul com cuidado reverente) O Caso do Nada Particulamente Sentido. Raro. E doloroso. Descreva.
ARNALDO: Era o nada do meu sótão. Não era um vazio qualquer. Era um nada aconchegante, familiar. Um nada que cheirava a madeira velha e infância. Um nada que eu podia contemplar por horas. Alguém entrou, levou tudo – as caixas, o baú, a velha máquina de costura – e, ao fazer isso, levou embora o meu nada. Deixaram um vazio agressivo, ruidoso. Um vazio que dói.
VENDEDOR: (Assente gravemente) Ladrões de objetos são comuns. Ladrões de ausências… são profissionais. Eles vendem esses nadas personalizados para colecionadores. O Nada de uma Catedral Gótica é muito cobiçado. O de um Coração Partido, também.
CLARA: E o senhor pode devolver o nada dele?
VENDEDOR: Devolver, não. Substituir, talvez. Mas não há muitos nadas em estoque. (Examina as prateleiras) Tenho o Nada de um Calendário Maia após 2012… muito procurado, mas meio performático. Ou o Vazio que Antecede um Espirro… efêmero demais. (Para, os olhos brilhando) Há um. Recém-chegado. Veio do deserto. É o Nada que Fica Dentro de um Sino, Quando Este Não Está Tocando.
ARNALDO: Isso não serve! Eu quero o meu nada de volta! O do sótão!
VENDEDOR: (Fica sério) Então só há um caminho. Você terá que roubá-lo de volta.
CLARA: Roubar? De quem?
VENDEDOR: Do colecionador. Ele mora na cidade. É um homem de posses infinitas e gosto peculiar. Guarda seus nadas em salas especialmente construídas. O seu, pelo cheiro de madeira e infância, deve estar na Ala das Saudades Inúteis.
ARNALDO: E como entramos?
VENDEDOR: (Abre uma gaveta e tira um frasco minúsculo, prateado) Com isto. É o Som da Chave se Encaixando na Fechadura, Antes da Invenção das Fechaduras. É um som de potencial puro. Abra-o diante de qualquer porta, e ela se perguntará se sempre foi uma porta, ou se deseja ser uma passagem. E, por uma fração de segundo, ela será apenas uma ideia de barreira. E você passa.
CLARA: Isso é… absurdo.
VENDEDOR: Pagamento à vista.
Arnaldo paga com notas que, ao saírem de sua carteira, parecem perder um pouco a cor. O Vendedor entrega o frasco.
VENDEDOR: Uma advertência. Ao recuperar seu nada, não olhe diretamente para ele dentro da sala do colecionador. Nada pessoal não suporta o olhar alheio em território alheio. Pode se desfazer. Leve-o rápido para o seu sótão.
Horas depois, ARNALDO e CLARA estão diante de um enorme sobrado moderno. O portão é alto, de ferro.
ARNALDO: (Segura o frasco prateado) Aqui vamos nós.
Ele abre a tampa do frasco. Não sai som algum que eles possam ouvir, mas o grande portão de ferro treme, parece desfocar-se por um instante, tornando-se translúcido como água parada. Eles passam.
Dentro, a casa é um labirinto de salas vazias. Cada sala tem uma sensação diferente: uma é um vazio úmido e pesado (o Nada de um Pulmão Afogado); outra é um vazio frio e pontiagudo (o Nada entre Duas Lâminas de Uma Tesoura Aberta). Finalmente, encontram uma sala pequena, com painéis de carvalho. O ar é poeirento, morno e cheira a brinquedos esquecidos.
ARNALDO: (Sussurrando, emocionado) É este. É o meu nada. Está de volta.
CLARA: (Olhando em volta) Eu… não sinto nada. Literalmente. É estranhamente confortável.
ARNALDO: Vamos. Preciso levá-lo para casa.
Ele faz um gesto amplo, como se recolhesse o ar da sala em seus braços. Clara abre uma bolsa de lona, e ele, cuidadosamente, "coloca" o nada dentro. A sala ao redor parece encolher, ficar mais áspera, mais comum. O vazio roubado foi recuperado.
No caminho de volta, passando novamente pelo portão que agora é só ferro, Clara para.
CLARA: Arnaldo… se ele vendia o som de uma chave que nunca existiu… o que mais ele tem naquela barraca?
ARNALDO: Não importa. Tenho o que é meu.
CLARA: Mas… e se aquele vendedor… (ela para, a expressão se transformando em dúvida pura) Arnaldo. Você tem um sótão?
Arnaldo para de caminhar. Fica imóvel por um longo momento. A bolsa com o nada pesa em seu ombro.
ARNALDO: (A voz é lenta, confusa) Eu… tenho. Tenho, claro. Uma casa com um sótão. Com caixas… e um baú…
CLARA: Você mora em um apartamento, Arnaldo. No décimo andar. Há quinze anos.
Ele a olha, e seus olhos são dois frascos vazios. A memória do sótão, da madeira velha, da infância, começa a esmaecer, desfazendo-se como fumaça. Foi ele quem roubou o nada de alguém? Ou o vendedor plantou a memória do nada em sua mente, apenas para vender-lhe a chave inexistente? O que ele carrega na bolsa?
ARNALDO: Então… o que há dentro da bolsa, Clara?
Ela estende a mão, toca o tecido da bolsa. Não há peso. Não há frio. Não há calor. Não há nada. Mas um nada diferente de todos os outros. Um nada que agora os observa.
CLARA: (Recuando a mão, com um frêmito) Não sei. Mas acho que ele… gostou da gente.
Eles ficam parados sob a luz bruxuleante de um poste, olhando para a bolsa de lona no chão, entre os dois. O mercado da viela, ao longe, já se desfez com o primeiro clarear do dia. Nenhum dos dois se move para pegar a bolsa. E, de dentro dela, um silêncio que nunca foi de um sino começa, muito delicadamente, a crescer.
ChatGPT:
O Terceiro Sino
Áurea: Escutas isso?
Baltasar: O quê, exatamente?
Nilo: Não respondas ainda. Se disseres “nada”, o nada cresce.
Áurea: Há um sino que não toca, mas insiste.
Baltasar: Sinos não insistem. Pessoas insistem.
Nilo: E relógios fingem que contam o tempo.
Áurea: O corredor encolheu desde ontem.
Baltasar: Não ontem. Desde sempre. Tu é que te alongaste.
Nilo: Alongar-se é uma forma educada de cair.
Áurea: Estamos presos?
Baltasar: Presos é um verbo para quem acredita em grades.
Nilo: Eu acredito em portas que esquecem o próprio nome.
Áurea: Então por que a maçaneta treme quando me aproximo?
Baltasar: Porque te reconhece.
Nilo: Porque tem medo de ser aberta por alguém que sabe fechar.
Áurea: Vocês falam como se isto fosse um ensaio.
Baltasar: É.
Nilo: Mas o público somos nós.
Áurea: Quantas vezes já dissemos estas frases?
Baltasar: Pela primeira vez, sempre.
Nilo: Pela última, agora.
Áurea: O chão está úmido.
Baltasar: Chão não sua.
Nilo: Mas lembra.
Áurea: Lembra de quê?
Baltasar: Do peso.
Nilo: Do que cai quando ninguém empurra.
Áurea: Quero sair.
Baltasar: Sair para onde?
Nilo: Para dentro costuma ser mais longe.
Áurea: Há uma janela?
Baltasar: Havia.
Nilo: Houve.
Áurea: Por que vocês sabem mais do que eu?
Baltasar: Porque fizemos a pergunta antes.
Nilo: Porque erramos com método.
Áurea: O sino outra vez.
Baltasar: Primeiro.
Nilo: Segundo.
Áurea: Disseste que não toca.
Baltasar: Não toca.
Nilo: Mas conta.
Áurea: Conta o quê?
Baltasar: As decisões que evitamos.
Nilo: As saídas que fingimos não ver.
Áurea: Se eu correr?
Baltasar: O corredor corre mais.
Nilo: E ganha.
Áurea: Se eu gritar?
Baltasar: O eco responde com a tua voz.
Nilo: E cobra direitos autorais.
Áurea: Vocês riem?
Baltasar: Não.
Nilo: Ensaiamos o riso.
Áurea: Quem construiu este lugar?
Baltasar: A pressa.
Nilo: E a falta de nomes.
Áurea: Há um cheiro de papel queimado.
Baltasar: Palavras que não passaram na revisão.
Nilo: Promessas recusadas pelo editor do mundo.
Áurea: Eu me lembro de um jardim.
Baltasar: Todos lembram.
Nilo: Mesmo quem nunca entrou.
Áurea: No jardim havia três sombras.
Baltasar: Eram duas.
Nilo: Sempre são três.
Áurea: Vocês são sombras?
Baltasar: Sou o que sobra.
Nilo: Sou o que falta.
Áurea: E eu?
Baltasar: O intervalo.
Nilo: A pergunta que não aceita resposta.
Áurea: O sino…
Baltasar: Terceiro.
Nilo: Não digas mais nada.
Áurea: Por quê?
Baltasar: Porque depois do terceiro…
Nilo: …alguém tem de escolher quem fica falando.
Áurea: Ficar falando é punição?
Baltasar: É continuidade.
Nilo: Às vezes são a mesma coisa.
Áurea: Eu não quero escolher.
Baltasar: Então escolherás sem saber.
Nilo: É a forma preferida do destino.
Áurea: Baltasar, olha: a porta.
Baltasar: Ela sempre esteve aí.
Nilo: Só aprende a existir quando é nomeada.
Áurea: Vou abrir.
Baltasar: Se abrires, perdes algo.
Nilo: Se não abrires, também.
Áurea: O que perderei?
Baltasar: O direito de reclamar.
Nilo: O privilégio de repetir.
Áurea: E vocês?
Baltasar: Um de nós atravessa.
Nilo: Um de nós explica.
Áurea: Não entendo.
Baltasar: Perfeito.
Nilo: Já estás pronta.
Áurea: O corredor ficou silencioso.
Baltasar: É o respeito antes do erro.
Nilo: É o mundo prendendo a respiração.
Áurea: Vou contar até três.
Baltasar: Não.
Nilo: O sino já contou.
Áurea: Abri.
Baltasar: E então?
Nilo: Diz.
Áurea: Há… uma mesa.
Baltasar: Só isso?
Nilo: Observa melhor.
Áurea: Três cadeiras.
Baltasar: Vês?
Nilo: Sempre foram três.
Áurea: Há papéis com os nossos nomes.
Baltasar: Agora sabes.
Nilo: Agora esqueces.
Áurea: O meu nome está riscado.
Baltasar: Parabéns.
Nilo: Condolências.
Áurea: O que significa?
Baltasar: Que podes sair.
Nilo: Ou que já saíste.
Áurea: Baltasar, o teu papel está em branco.
Baltasar: Alívio.
Nilo: Trabalho.
Áurea: Nilo, o teu… está em chamas.
Baltasar: Ele gosta de finais quentes.
Nilo: Prefiro começos que doem.
Áurea: Quem fica?
Baltasar: Quem aceita a cadeira.
Nilo: Quem responde quando não é chamado.
Áurea: Eu ouvi passos atrás de mim.
Baltasar: Não olhes.
Nilo: Nunca confirmes o que te substitui.
Áurea: A porta está fechando sozinha.
Baltasar: As portas aprendem.
Nilo: E escolhem.
Áurea: Se eu disser adeus?
Baltasar: Adeus é um contrato curto.
Nilo: Com letras miúdas.
Áurea: Então fico em silêncio.
Baltasar: Silêncio também assina.
Nilo: Com tinta invisível.
Áurea: O sino… não toca mais.
Baltasar: Porque alguém está sentado.
Nilo: Porque alguém começou a falar.
Áurea: Sou eu?
Baltasar: És.
Nilo: Foste.
Áurea: E vocês?
Baltasar: Estamos a caminho.
Nilo: Estamos ficando.
Áurea: Não faz sentido.
Baltasar: Faz o suficiente.
Nilo: O resto é literatura.
Áurea: Esperem
Baltasar: Já esperamos.
Nilo: Agora é a tua vez.
Áurea: Quem sou eu, afinal?
Baltasar: A voz que continua.
Nilo: O excipit que ainda não sabe que terminou.
No que concerne à qualidade dos textos, deixo a cargo de cada pessoa o julgamento pessoal. O que eu posso informar, a partir da entrega de ambas as inteligências artificiais, é que não conseguiram CRIAR o que lhes pedi. Talvez o DeepSeek tenha sido mais competente na tarefa, criando uma narrativa mais bem articulada e agradável (a meu ver), presando pela escrita teatral. Contudo, a sensação de dúvida (dentre outras coisas), com um final completamente em aberto, no qual @ leitor@ ora pensa em uma alternativa, ora em outra, inexiste. Bem verdade que essa não é uma tarefa fácil; talvez das mais difíceis na escrita literária. Mas o fato é que não se percebe originalidade, não dialoga com outras literaturas ou artistas, não conversa com o mundo em que vivemos. São textos "mortos", até meio cansativos para mim. Em suma, são ambos textos desvinculados da concretude cotidiana, desconexos de qualquer contexto social e / ou político, pois as máquinas que os produziram não possuem vivência real e social, não compreendem, a despeito de todo o conteúdo de que se alimentam, os meandros da sociedade. Em outras palavras, a consciência (e aí refiro-me à consciência como a concebemos) nasce a partir da práxis. Ao não participar da vida material, do mundo do trabalho, ao não interagir socialmente, não estar imersa nas contradições da sociedade, tampouco em não participar da cultura sob a perspectiva histórico-dialética, fica-se impossível de tomar consciência. Sem essa experiência, a IA não desenvolve consciência genuína, pois esta é MATERIAL. O que faz a IA é apenas simular padrões e, quando muito, comportamentos.
Em outras palavras, a consciência humana está ligada à capacidade de transformar a natureza por meio do trabalho, algo que as IAs não são capazes de fazer, embora realizem tarefas consideradas complexas. Não sendo um agente trabalhador, não têm necessidades, não sofrem qualquer tipo de alienação, não convivem com outras pessoas e não se relacionam dialeticamente com o mundo. A "atividade" das IAs nada mais é que um prolongamento da vontade humana e das relações de produção existentes. A ideia de que uma máquina possa ter consciência (ou venha a ter consciência) soa tão estranho quanto a uma divindade sob a lógica materialista: uma projeção antropomórfica e idealista sobre entidades desprovidas de história e corpo. O marxismo rejeita essas visões que tratam a consciência como mera "informação" ou "padrão computacional". A consciência é tratada como inseparável das condições materiais e históricas, algo que as IAs definitivamente não possuem.
Isso vem de encontro ao que já venho discutindo em rodas privadas: que IAs não substituirão humanos no que concerne à criação de conhecimento e jamais criarão de verdade, pelo motivo simples de que jamais adquirirão consciência. Isso não quer dizer, contudo, que não sejam excelentes ferramentas capazes de poupar horas intermináveis de trabalhos mecânico e manual, amplificando assim o desempenho intelectual. Não fosse pela sociedade em que vivemos, poderiam inclusive ser utilizadas para ajudar a libertar o ser humano das garras do trabalho embrutecedor, concedendo-lhe mais tempo para criar e para se desenvolver. Todavia, como se observa, é bem o contrário: provocam desemprego, miséria, insegurança, competição desonesta mesmo entre os oprimidos, acentuam as contradições. Agora, uma observação merece destaque: solicitei o texto primeiramente ao DeepSeek; ao ChatGPT, somente ao findo daquele, é que lhe inseri o mesmo comando. Isso em uma aba diferente do navegador Mozilla Firefox 128.12.0 ESR, utilizando o sistema operacional Debian Linux 13, sem fechar a aba anterior. Notemos que - coincidência? - a IA estadunidense parece ter "roubado" parte da "ideia" da IA chinesa, já que iniciou seu texto abordando questões trabalhadas por aquela a partir de um viés distinto. São as tecnologias se retroalimentando, se apropriando de conhecimento alheio on-line?
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